28.8.09

DISSECAMOS: "Anticristo"

(Antichrist, 2009)
Um nome que assusta mais que o filme.
O terror de Lars Von Trier é psicológico e choca, mas não apavora.

Anticristo chegou aos cinemas como a primeira incursão de Von Trier no mundo do terror. A conotação é equivocada: Anticristo não é um filme de terror. É um drama. Um drama com cenas chocantes, sim, mas não se encaixa em nossa categoria.

A história é sobre um casal que perde o filho de forma trágica. A mulher sente muita culpa, está infinitamente abalada e o marido é psicólogo. Ele resolve levá-la para uma cabana na floresta, para enfrentar seus medos, etc (aquele papo!).




Nesse momento pensamos que o terror vai começar, mas isso não acontece. O filme gira em torno desse sofrimento profundo, que faz o casal enlouquecer completamente. A culpa vai consumindo a protagonista, que se automutila e tortura o marido - tudo em close pra fazer a gente gritar de nervoso. Eu não tenho problemas quanto a isso, mas achei um pouco over.

Sente-se pena o tempo todo. Pena do filhinho morto, da mãe culpada, do pai que tenta.



A fotografia é linda, a música idem. Se você gosta dos filmes de Von Trier, este continua à sua altura. Mas se procura um bom filme de terror, espere até semana que vem - vem mais estreias por aí.

Gotas merecidas (0 a 10): Sangue - 3; Sustos - 1; Nervoso - 6

20.8.09

A estrada da noite - sem data para estrear

(Heart-shaped box, 2007)

Para sair do cinema falando: "gostei mais do livro"

Joe Hill se consagra como novo escritor de terror. E como livro vira filme, leia antes e compare depois

Muitos filmes são baseados na obra de Stephen King (que merece uma homenagem à parte). Seu filho, Joe Hill, provou que tem bons genes: seu livro de estreia, A Estrada da Noite, vai virar filme. Joe tem talento para roteirista, a história é corrida e conseguimos imaginar até a trilha sonora.

Um livro que provoca medo de escuro e de sombras


Era uma vez... Judas Coyne, uma lenda do rock que adora objetos macabros. Um dia, ele recebe por email um aviso de leilão pela internet da venda de um fantasma. Jude, ansioso, dá o maior lance e arremata (é a hora "não faça isso!" da história). Ele agora tem o paletó de um morto, supostamente assombrado pelo antigo dono. O paletó chega em uma caixa em forma de coração. É claro que o fantasma veio junto. É claro que o espírito é maligno.

Jude descobre que trata-se do padrasto de uma fã que se suicidou. Ou seja, o lance é com ele mesmo.
Os detalhes sobre o morto são macabros: o olhar, a aparência, o cheiro. Ele está presente em todos os lugares, em uma atmosfera gelada de ranger os dentes (adoro!).


Não vou contar mais para (tentar fazer) surgir em você a vontade de ler. Acredite: é assustador. Até hoje imagino esse velho maldito sentado em uma poltrona, no escuro. E dentro da minha casa, óbvio.

PARA OS SOBREVIVENTES: como hoje não tem estreia no cinema, fica a dica de "Arraste-me para o inferno". Tome coragem e assista.

12.8.09

DISSECAMOS: "Arraste-me para o inferno"

(Drag me to hell. 2009, dir: Sam Raimi)
Sangue e mucosas que vão fazer você pular da cadeira


Sam Raimi mostra que sua câmera continua afiada e prova que o bom terror sempre tem vez


A sinopse a maioria já conhece: funcionária de banco nega crédito para idosa (que nem fofinha é!) que a amaldiçoa (default de quem não sabe ouvir não). A partir daí, ela tem 3 dias para se livrar do terrível demônio que vai levar sua alma pro inferno.


A história nos faz ter empatia imediata pela protagonista, que pode ser qualquer um de nós (rejeitada pela sogra, luta por uma promoção, quer agradar o chefe). Funciona! Aí vem a vilã, que gera repulsa. A velha tem olho de vidro, unha suja, dente podre e catarro verde (e dá-lhe close no catarro!!!). Aliás, mucos em geral foram mais usados que sangue - e olha que Raimi ADORA um esguicho.

Fórmula perfeita para sentir nojo, medo e susto
Os sustos são para quem aguenta mesmo! Eles vêm direitinho na hora certa e fazem a gente pular da cadeira (ótimo termômetro para cineastas). E, claro, repletos de babas e gosmas... Tem uma cena que a velha tenta morder a garota, sua dentadura cai e ela continua mordendo mesmo assim.


O filme é uma correria contra o tempo com muitas referências a Evil Dead (fizeram o dever de casa?): demônios rindo, objetos balançando, câmera correndo e jatos de sangue. E de baba. E de gosmas. Acho que, dessa vez, só faltou cera de ouvido...

Ah, e não esqueçam uma lição valiosa que já aprendemos com Stephen King: não se metam com os ciganos. Eles são sempre misteriosos e lançam maldições que ninguém entende.
Melhor ficar longe.

Gotas (0 a 10): Sangue - 6; Sustos - 7; Efeitos - 8; Nojeiras - 10

trailer:
video

6.8.09

O demônio e suas mortes


Diretor traz novidades e é melhor estar preparado

Sexta que vem estreia mais um terror de Sam Raimi. Conhecido por câmeras com movimentos bruscos e acrobáticos, Raimi dirigiu filmes como a aclamada trilogia "Homem-Aranha".


Sua 1ª grande obra foi o terror The Evil Dead 1 (1982), que formou trilogia com Evil Dead 2 (1987), remake fraco com humor negro, e Evil Dead 3: army of darkness (1993). Este trouxe as aventuras do resistente Ash na era medieval (?) - o que me fez perder a paciência.

VEJA OS TRAILERS AQUI.


The Evil Dead I, inigualável em terror repulsivo.
Para estudos sobre o trash, VALE MUITO. São cenas inesquecíveis, como o galho que estupra e as câmeras que correm atrás das vítimas (a visão do demônio). Além disso, os demônios são A-P-A-V-O-R-A-N-T-E-S.


Gotas merecidas (0 a 10): Sangue - 10; Sustos - 7; Efeitos - 5

ATENÇÃO NA BUSCA! No Brasil, o 2º filme estreou antes do 1º e foi lançado com o nome "Uma noite alucinante". Depois, The Evil Dead 1 foi lançado em VHS como "A Morte do Demônio" e no cinema como "Uma noite alucinante - parte 1".

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