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23.5.13

REMAKE

A morte da minha paciência
Remake de 'A morte do demônio' decepciona os fãs do clássico

É, minha gente. Decepcionante. Essa é a única palavra que vem na minha cabeça quando falo do "remake mais esperado do ano". Ok, eu sei que a gente sempre se decepciona com Remakes, porque ficamos apegados à primeira versão, comparamos, etc etc, mas sei reconhecer um bom trabalho. Pelo menos que seja uma homenagem ao anterior. E não foi o caso. 



Para quem não viu o original de 1984 e esteve no cinema nas últimas semanas, 'A morte do demônio' (2012) é um filme nojento, grotesco, que assusta (pouco) e com muito, muito sangue esguichando na tela. Ou, seja, para os fãs de terror, é um filme... Ok. Nada de novo, nada de surpreendente. Na verdade, até bem apelativo. Muita trasheira à toa, sabe? Muita gosma, como Sam Raimi gosta, mas nada de diferente ou marcante (como o delicioso Arraste-me para o inferno, por exemplo). 

Se não é nada de novo, por que não uma homenagem decente? 


Nos anos 80, Sam Raimi ficou conhecido por seu terror com toques de comédia e muita, muita tosqueira. Sim, era mal feito. Mas era incrível esta história dos casais que se enfiaram naquela cabana no meio do mato e evocaram o demônio lendo o livro de pele e sangue. As pessoas iam se transformando, sendo possuídas, o demônio fica observando através da câmera, andando pela floresta e chegando correndo na casa. E não havia uma personificação: o demônio era a câmera e as pessoas que iam enlouquecendo! Agora, não... ficou tão sem pé nem cabeça que nem gosto de comentar! O filme começa com uma garota possuída sendo queimada (para o demônio sair do corpo dela) mas acaba que ela mesma que vem atormentar... Ódio dessa garota. NADA A VER existir uma PESSOA neste filme. 



Quanto aos diálogos, eu já sabia que seria com um tom mais sério, menos comédia, mas daí a ficar só grotesco sem nexo foi difícil de engolir. E no final resolvem fazer a linha engraçadinha (agora?)  com diálogos do tipo 'Die, bitch!!" , ou seja, mais do mesmo.. zzz. 

Acho que para quem é fã a decepção foi grande, e este é o meu caso. Nunca existirá 'A morte do demônio' como o primeirão de Sam Raimi. Ou melhor: 'A morte do demônio 2' (também dos anos 80), acreditem se quiser, já era um remake também! ahhaha muito tosco: o filme não era continuação, era a mesma história com outros atores. E tão engraçado quanto, tão assustador quanto. 

Sam Raimi conseguiu fazer com que os fãs se dividissem entre os dois filmes, mas duvido que consiga que se dividam em 3. 


GOTAS MERECIDAS
gosmas - 10
sangue - 10
Roteiro - 1

22.10.10

Dissecamos: "PIRANHA 3D"

oi
Nhac, nhac. Elas estão com muita, muita fome.


O filme em uma palavra? Diversão. Achei que fosse apenas uma bobeira para adolescentes (e é) e que eu só ia rir das cenas toscas e inverossímeis. Mas não! Piranha 3D é divertidíssimo, violentérrimo, jorra sangue, osso e pele para todos os lados e você ainda toma susto! Deu pra notar minha surpresa, né?


O que tinha me deixado com esperanças de ser bom é que os produtores são os mesmos de Viagem Maldita, ou seja, garantia de cenas fortes! Mas achei que fossem pegar mais leve, para poder atingir a um público maior, mas não: fraquinhos, fiquem em casa.

Esse é pra quem aguenta nojeiras e mortes horríveis.

Trata-se de um remake de 1978 (sucesso total na época) e o roteiro é meio viajante (mas do tipo "nunca se sabe"): um lugar incrível nos EUA, tomado de lagos maravilhosos por todos os lados, sofre um pequeno terremoto onde cavernas submersas se rompem e por uma fenda saem as tais piranhas from hell. Elas são horrososas, pré-históricas, e muito bem feitas! Exatamente nesta época, tá rolando o famoso "spring break" americano, que são aquelas férias onde eles enlouquecem e fica todo mundo de peito de fora dançando tecno nos barcos. Um prato cheio (literalmente) para las piranas!



O efeito 3D não é muito importante: são apenas algumas cenas que pulam na sua cara, tipo Premonição 4. Nada relevante ao ponto de pagar mais caro por isso. Bom mesmo é o nervoso que dá! É horrível ver aquelas perninhas pela câmera embaixo d'água, imaginar as mordidas que as pessoas estão levando... uiii porque não é igual a mordida de tubarão, são milhares de picadinhas que vão arrancando a pele, e quando vc vê... a pessoa é osso puro!



É pior que tubarão porque é cardume. Tubarão é um só.

E pra piorar, ainda tem os acidentes de barco, cabeças rolando, cabelos que prendem no motor... uma tragédia. E, apesar do exagero na voracidade das piranhas, o nervoso que dá é que sabemos que por aqui, bem pertinho da gente, existem uns rios bem perigosos que nem podemos arriscar em entrar...






Gotas (0 a 10): Sangue - 10; Sustos - 7; Agonia - 9



E para não perder o hábito...


7.5.10

DISSECAMOS: "A hora do Pesadelo 2010"


Saudoso Freddy já não assusta mais

Ícone de terror volta em um remake correto, porém, sem emocionar.




Quando éramos crianças, 'A hora do Pesadelo' trouxe uma forma de terror jamais vista. Um assassino entrava nos sonhos, todo queimado, com garras afiadas e matava ali mesmo, fazendo muita gente ter medo de dormir e nunca mais acordar. Era novidade, agora não mais. Mas Freddy não tinha concorrentes. Era Jason, Michael Myers e olhe lá.

Aí, você pensa comigo: de lá pra cá, quantas coisas já foram feitas?
'Pânico' se tornou um clássico das facas, 'Jogos Mortais' fez história com cinema gore, 'Premonição' mostrou acidentes horrorosos e inúmeros espíritos orientais atacam e matam todo mundo.



Portanto, como Freddy ia conseguir seu (merecido) lugar de destaque? Sinceramente, não vai conseguir. Acho difícil assustar alguém que esteja exposto a tantos filmes como a geração nova (digo crianças nascidas em 90 - 00).



O filme é bom. Não destruíram a história, as cenas são bem feitas, a fábrica continua no mesmo lugar e os adolescentes vão se desesperando, dormindo e morrendo. Senti falta do sadismo e sarcasmo de Freddy, que tinha tiradas ótimas, dialogava com suas vítimas e apavorava só de aparecer. Me incomodou muito o fato do novo Freddy ter a voz do Jig Saw (Jogos Mortais). Parecia que, a qualquer momento, ele ia falar "I want to play a game". Não podia. Daí vem o problema da falta de inovação: hoje em dia temos muito mais referências de terror; e a comparação é inevitável.

Para os saudosistas, vale assistir, para matar a curiosidade. Para os que nunca ouviram falar, recomendo para não passarem vergonha em conversas sobre o tema! E, para quem nunca um viu filme de terror, quem sabe não se apavoram como um dia aconteceu com a gente?






Gotas (0 a 10): Sangue - 8; Sustos - 1; Efeitos - 10



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26.3.10

DISSECAMOS: "Halloween 2"

(Halloween 2, 2009)


Michael Myers, além de psicopata, dessa vez é esquizofrênico.

Assassino, que sempre foi frio e calculista, agora vê fantasmas da própria mãe ordenando matanças.


Estou inconformada com o destino dado à sequência clássica dos anos 80. Halloween esteve comigo durante toda a minha infância, metendo medo com sua música assustadora e com Myers sempre à espreita, aterrorizando em silêncio.



Geralmente, não sou contra refilmagens, até tenho curiosidade para conhecer a nova versão (estou louca para que Freddy Kruegger volte com tudo) mas por ter visto as anteriores, fico agarrada no que foi contado, não conseguindo me desvencilhar totalmente para (supostamente) assistir a um filme inédito. Aí... a história nova quase nunca me convence (o que aconteceu com Sexta-feira 13 na versão 2009).

Na sequência do diretor Rob Zombie, Michael vê fantasmas o tempo inteiro, tanto da mãe quanto dele mesmo criança (?) , e a extrema violência está explícita e gratuita. Ué, logo eu reclamando disso? Pois é. Sim, eu adoro mortes violentas, sangue pela tela e cortes na garganta, mas quando é desnecessário eu reclamo. Acho que pode-se sim explorar esses elementos, mas não em cenas nada a ver.

O filme é a continuação do remake de 2008 (veja aqui), mas com continuismo zero. Pra começar, os atores mudaram. Diminuíram o tamanho de Myers (comparado a Jason no filme anterior) e colocaram outro menino como ele criança. A irmã sobrevivente (que era o bebê ) é uma adolescente suja e histérica, que sonha, tem pesadelo, imagina, chora, grita... um trauma só.



Todos pensam que Michael morreu, mas ele volta no Halloween, mais furioso que nunca. Dessa vez, ele bufa atrás da máscara, solta gritos quando esfaqueia e tá longe daquela elegância dos originais. As cenas com a mãe fantasma eu não quero nem comentar para não me irritar. A mulher, que sempre foi gente boa quando viva, virou um espírito vingativo que incita o garoto a matar. Nada a ver.



Falei do exagero da violência porque, além de um filme com cenas muito fortes (tipo esmagamento de crânio e cara estourada no vidro) o que achei desnecessário foram cenas de acidente de carro e cirurgias médicas. É uma típica apelação para deixar o público rangendo os dentes. Acho que foi retaliação do diretor, que em seu primeiro filme teve cenas cortadas devido à violência (que nem era tanta). Agora, ele resolveu se vingar.

Gotas (0 a 10): Sangue - 10; Violência - 8; Roteiro - 3

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13.2.10

DISSECAMOS: "Lobisomem" (2009)

(Wolfman, 2009)

Apesar de sabermos a lenda de cor e salteado, 'Lobisomem' já é um dos melhores sobre o tema.



A refilmagem não deixou a desejar, muito pelo contrário, não dá nem pra comparar: está rebuscada, com histórias paralelas, dando sustos de verdade e uma violência digna de um ataque de lobo. Para quem gosta, não perca. Benicio del Toro está ótimo como sempre, seu personagem tem a consciência da gravidade e sabe que não tem jeito (lobo bonzinho). O engraçado é que apesar de toda a polícia atrás dele (com razão, pois ele está deixando um estrago na cidade) a gente torce pelo lobo. É que eles também sofrem, né?

Os efeitos especiais são primorosos. Para quem já assistiu muita transformação de homens-lobo ao longo dos anos, nenhuma é tão perfeita como essa. (ok, pode ser que daqui a algum tempo a gente ache tosco) As mãos virando garra, os tornozelos entortando e as presas rasgando a boca são detalhes que dão vontade de ver de novo.

Porém, fiquei pensando no que disse antes, sobre essa criatura não me assustar. E consegui descobrir o que me incomoda nessa figura mitológica: as roupinhas. Na verdade, acho bem ridículo quando o cara já virou lobo e a roupa continua lá, só que bem mais apertada, com golas grandes, babados no punho... se o lobo ficasse pelado/peludo tudo bem, senão acabo sempre me lembrando de Michael Jackson em thriller, de lobinho com jaqueta de high school. Acho que se um desses viesse pra cima de mim, ia acabar rindo. Não consigo respeitar!





Algumas pessoas me perguntaram se o filme seria algo como Crepúsculo (mais romântico), ou com continuações sem fim (como Premonição). Pelo o que entendi, deixaram um gancho bem explícito para o II. Eu, que acho super desnecessário, espero que parem por aqui.

Gotas (0 a 10): Sangue - 5; Sustos - 7; Medo - 0








25.9.09

DISSECAMOS: "Pacto Secreto"

(Sorority Row, 2009. Dir: Stewart Hendler)

Se você nunca viu um filme de terror, de repente vale a ida.

Em remake dos anos 80, filme com adolescentes não traz nenhuma novidade

Depois de "Pânico", "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado" e "Premonição", está difícil trazer novidades para a categoria "terror adolescente". Tudo já foi visto, todos os tipos de morte (no estilo faca & sangue) e ouso falar que Pânico já é um clássico.

Pacto Secreto é um remake do original de 83 (The House of Sorority Row). Na época, foi uma novidade. Agora, além de ser apenas mais um, traz personagens mais que batidos: sisters de uma fraternidade (de onde mais?) matam sem querer
a amiga e fazem pacto de silêncio (um segredo entre 6 pessoas não vai dar certo, né?). Todas topam, uma sofre (a boazinha) e vida que segue. Adivinhem: alguém que sabe de tudo resolve se vingar e matar uma por uma.



Os clichês são tantos que dão sono
.

Mensagens por celular e recados escritos com sangue são apenas alguns artifícios do assassino para dar seu recado (zzz...). O filme é regado por muita festa do pijama (para mostrar calcinhas) e banho de espuma (para mostrar peitinhos). Não faltam os atletas da faculdade e protagonistas burras. Aliás, são todas tão iguais que confesso que me confundia às vezes.



Agora vou parar de falar porque posso cometer alguma injustiça. Resumindo, é um filme lançado na época errada. Um remake desnecessário.

Ah eu juro que, quando fizer uma festa, vou comprar esses copinhos. Eles são sucesso na certa.

Gotas merecidas (0 a 10): Sangue - 7; Sustos - 2; Roteiro - 0


SOBREVIVEU? HOJE COMEÇA O FESTIVAL DO RIO: Matadores de Vampiras Lésbicas. Só o nome já é sinal de diversão. Filme estreia hoje no Festival e o Primeira Gota estará lá. Escolha sua sessão AQUI.

23.7.09

DISSECAMOS: "Halloween (o início)"

(Direção: Rob Zombie, 2007)

Remake mergulha fundo na mente do assassino

Para quem não conhece a primeira versão, de John Carpenter, vale a ida ao cinema. A história do psicopata Michael Myers continua fascinante e ainda mais destrinchada.

Na visão do diretor e músico Rob Zombie, não há muita inovação: baby sitter, facadas e a música (clássica!) continuam. Valeu, na onda dos remakes, conhecer a infância de Myers mais a fundo.
Legal ver seu crescimento no hospício e os tratamentos em vão. Crianças malvadas sempre despertam fascínio! Mas cuidado para não confundi-lo com Jas
on, de tão gigante que se tornou depois de adulto (mesmo passando 15 anos trancafiado em uma cela).

Clichês cansam: padrasto caipira, mãe stripper, irmã de shortinho e muitos peitos de fora...

E a g
rande lição continua: NUNCA
transe em filmes de terror. Parece que não aprendem!

Gotas merecidas (0 a 10): Sangue - 9; Sustos - 1; Diversão - 5


SOBREVIVEU? ASSISTA: Halloween (1978). É o famoso "vc tem que ver". Jamie Lee Curtis, música inesquecível, a bizarra máscara e roteiro inovador.
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